E o que diz a Defensoria Pública do Estado do Piauí?

Decorridos dezessete dias do fuzilamento da família do cantor Evandro Costa, muita coisa já aconteceu à respeito desse hediondo crime.

O Poder Judiciário,  já foi colocado em cheque, pois, dezenas de policiais militares,  vestem fardas da Polícia Militar do Estado do Piauí, amparados que foram por liminares expedidas por juízes de direito, sem que os mesmos, tenham logrado êxito nas provas do exame psicotécnico.

Nesse ínterim também , estamos a presenciar um bate-boca midiático entre representantes de associações de policiais civis e militares sobre, de quem seria a competência de instaurar inquérito policial sobre o fuzilamento da família do cantor Evandro  Costa.

Até mesmo, o governador Welligton Dias, resolveu receber em audiência às portas fechadas os pais de Émily, somente para dar satisfação à patuleia, já que , estamos em pleno ano eleitoral, e esse gesto governamental , poderia demonstrar o seu , dele governador, lado humanitário.

Já nesta quinta-feira, noticiou-se que , Wellington Dias, decidiu  em rito sumaríssimo  expulsar   dos quadros da Polícia Militar do Estado do Piauí  o soldado Aldo, suspeito de ter desferido os tiros contra o carro em que se encontrava a família do cantor Evandro Costa.

Após essa série de acontecimentos , até de certa forma inócuos em relação ao destroçamento de uma humilde família, não se teve notícia até o presente momento, de qualquer iniciativa da Defensoria Pública di Estado do Piauí, assumindo a defesa dos direitos ultrajados da familília do cantor Evandro Costa, como o fez a sua congênere do Estado do Rio de Janeiro que, após a morte do menino Eduardo Ferreira de Jesus -  filho de piauienses do município de Corrente- em 2 de abril de 2015, atingido que foi por uma bala perdida disparada por um policial militar do Estado do Rio de Janeiro, quando se encontrava na porta de sua casa no Complexo  de favelas do morro do Alemão, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, assumiu a defesa da família do menino Eduardo e arrancou em setenta dias, um acordo com o Estado do Rio de Janeiro, que obrigou o Governador Luiz Fernado Pezão a depositar em conta corrente, uma vultosa indenização por danos materiais e morais.

A família do menino Eduardo Fereira de Jesus, ainda decorrente do acordo firmado entre a Defensoria Pública e o Estado do Rio de Janeiro, receberá a partir de setembro do ano em curso, data em que Eduardo completaria 14 anos, uma pensão mensal que se estenderá até setembro do ano de 2069.

Afinal, o que impede a douta Defensoria Pública do Estado do Piauí, lídima representantes dos direitos afetos à cidadânia de todos os piauienses, venha a proceder da mesma forma ?

É isso.