Sem cumprir metas, mais de nove mil famílias ainda podem perder Bolsa Família em Teresina

Só 78% dos beneficiários atualizaram os cadastros referentes à saúde em 2017, que estavam em débito

Mais de nove mil famílias ainda correm o risco de terem os benefícios do Programa Bolsa Família bloqueado ou suspenso em Teresina.  Isso porque os beneficiários não atualizaram os cadastros referentes à saúde em 2017, que estavam em débito nem cumpriram as outras exigências do programa. 

Foto: Reprodução
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Outras 38 mil famílias já não correm esse risco. Os números foram divulgados pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), através da Gerência de Programa de Renda Mínima e Benefícios (GPRM).

“Agradecemos pela compreensão das famílias, por terem acolhido o nosso alerta. Isso repercutiu no aumento da margem de acompanhamento e também preveniu perdas ao município. Esses números positivos resultam de todo um esforço da Semcaspi, em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio da Diretoria de Atenção Básica (Dab), ressaltando-se o trabalho das equipes de saúde da família e dos agentes comunitários de saúde”, afirma Jovina Sérvulo, coordenadora das Condicionalidades do Bolsa Família.

É importante frisar que as famílias beneficiárias que ainda não cumpriram todas as condicionalidades da saúde em 2017 terão o benefício suspenso ou bloqueado. Para este ano, a Semcaspi reforça a importância da necessidade de cumprir todas as exigências do Programa Bolsa Família.

“Diariamente, nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras), é realizado um trabalho educativo, orientando as famílias beneficiárias do Bolsa Família que devem cumprir a condicionalidade da saúde, a buscarem o acompanhamento nas UBS”, destaca a gerente da GPRM da Semcaspi, Luíza de Marilac.

Devem comparecer as Unidades Básicas de Saúde (UBS) as crianças menores de sete anos, as mulheres de 14 a 44 anos e também as gestantes ou nutrizes. É necessário que o usuário esteja portando o cartão do Bolsa Família, a Caderneta de Vacinação das crianças e, caso haja, das gestantes.

Além desses documentos, algumas áreas já contam com o cartão de acompanhamento do Programa Bolsa Família na Saúde, os beneficiários que possuem o cartão, devem levá-lo.

Caso o beneficiário resida em uma área descoberta – pelas UBS ou agentes de saúde –, deve procurar o Centro de Referência em Assistência Social (Cras).

“É necessário que se busque o Cras para que ele possa articular um atendimento para a região" complementa Jovina Sérvulo.

Além da saúde, as pessoas atendidas pelo Programa Bolsa Família devem cumprir condicionalidades da Assistência Social e educação. Na primeira, observa-se a frequência nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). E na educação, acompanha-se o desempenho nas atividades escolares e a frequência escolar por parte das crianças e dos adolescentes.

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