Produção de eucalipto no Piauí deve ser retomada por empresa europeia

Governo busca continuação da produção de celulose e biomassa a partir das florestas já cultivadas

O governador Wellington Dias tratará, nesta sexta-feira (23), na Europa, da retomada da produção de biomassa e celulose no Piauí por meio do eucalipto. Em Lisboa, Portugal, o chefe do Executivo estadual busca novos investidores para os cerca de 20 mil hectares de floresta de eucalipto plantadas pela empresa Suzano, que suspendeu a expansão no estado justificando crise financeira interna.

O intuito do governo é restabelecer e dar finalidade a toda área de eucalipto plantada no território e pronta para manejo. "Nesta agenda futura, espero abrir portas para esse entendimento. Estou animado e acredito que conseguiremos novos investidores e o Piauí será importante parceiro, junto ao governo federal e municípios",  acredita Wellington.

Plantação de eucalipto no Piauí (Francisco Leal)
Plantação de eucalipto no Piauí (Francisco Leal)

Uma das possíveis empresas a restabelecer a produção por meio das florestas de eucalipto no estado é a portuguesa Altri, especializada na produção de pastas de eucalipto. Em janeiro, o governador esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente executivo da empresa, José Fernandes, que apontou o interesse da multinacional em atuar no Piauí. Na viagem à Europa, Dias se reunirá com os executivos portugueses da Altri.

Para o gerente de Assuntos Estratégicos do Governo do Estado, Jorge Lopes, além de abrigar as florestas de eucalipto, matéria-prima pronta para manejo, o estado possui garantia institucional. “O Piauí hoje tem toda uma estrutura que foi criada por conta do Programa de Desenvolvimento Florestal do Estado do Piauí (PDFlor), um programa em parceria com a Codevasf, o Estado, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério de Integração Nacional que montaram essa estrutura”, explicou Lopes.

Áreas de plantação de eucalipto localizadas no raio de 150 quilômetros de Teresina, na região de Palmeirais, Nazária, Monsenhor Gil e Regeneração são as apostas de novos investimentos internacionais no território piauiense.