Facebook vai deixar usuário apelar de remoção de post

Resposta sai em até 24 horas, promete empresa

O Facebook anunciou nesta terça-feira (24) que vai permitir que usuários apelem quando posts forem retirados do ar pela rede social.

Facebook anuncia que vai permitir usuário apelar de post removido (Foto: Yves Herman/Arquivo/Reuters)
Facebook anuncia que vai permitir usuário apelar de post removido (Foto: Yves Herman/Arquivo/Reuters)

“Pela primeira vez nós estamos dando a você o direito de apelar de nossas decisões sobre posts individuais para que você possa pedir uma segunda opinião quando você acha que cometemos um erro”, afirmou Monika Bickert, vice-presidente global de gerenciamento de produto.

Além disso, a empresa liberou também quais são os parâmetros internos que balizam a decisão de tirar um conteúdo do ar ou não, dando muito mais detalhes do que nunca sobre o que é permitido em assuntos que vão desde o uso de drogas e trabalho sexual ao bullying, discurso de ódio e incitação à violência. Veja aqui o documento.

A apelação de remoções funcionará assim:

quando fotos, vídeos ou posts forem removidos por violar algum padrão de comunidade, o usuário será notificado da exclusão;
a partir de agora, a pessoa afetada poderá pedir uma revisão;
as equipes do Facebook analisarão o pedido em até 24 horas;
se concluírem que um erro ocorreu, farão o conteúdo voltar ao ar.

“Um desafio é identificar potenciais violações aos nossos padrões para que as revisemos”, diz Bickert.

“Nós usamos inteligência artificial e reportes de pessoas para identificar posts, imagens e outros conteúdos que podem violar padrões de comunidade.”

Segundo a executiva, são 7,5 mil profissionais destinados a revisar pedidos de remoções, que trabalham em 11 escritórios e recebem solicitações em 40 idiomas.

Com relação a postagens de imagens com nudez, o Facebook disse que suas políticas ficaram mais flexíveis com o passar do tempo. "Por exemplo, embora restrinjamos algumas imagens dos seios femininos que incluam o mamilo, permitimos outras imagens, incluindo as que mostram atos de protesto, mulheres engajadas ativamente na causa da amamentação e fotos de cicatrizes pós-mastectomia. Também permitimos fotos de pinturas, esculturas e outras obras de arte que retratem figuras nuas", afirma o documento publicado pelo Facebook sobre conteúdo questionável, que aborda também "discurso de ódio", "violência gráfica" e conteúdo "cruel e insensível".

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